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Monteiro Lobato é uma pequena cidade do interior paulista, que abriga o antigo casarão da fazenda em que morou o escritor Monteiro Lobato. Antes, chamada de Vila Buquira, passou a ter o nome do escritor para homenageá-lo, escritor que tem aniversário natalício no mesmo mês que a cidade comemora seu aniversário. O Festival de Literatura Infantil surgiu para preservar a memória do escritor e atrair moradores e visitantes para o prazer da leitura. Região de natureza exuberante, a cidade está localizada aos pés da Serra da Mantiqueira. As trilhas atraem para o esporte de Corrida de Montanha, que tem formado jovens atletas para competir nacional e internacionalmente. Conheça mais a seguir!

 

Dados Gerais de Monteiro Lobato

 

Aniversário: 26 de abril

Ano de Fundação: 1880

Gentílico: Lobatense

Atual administração municipal: Prefeita Daniela de Cássia Santos Brito (2017-2020)

População Estimada:

Total 4.120 habitantes (Estimativa de 2010 do IBGE)

Homens 2150 habitantes (Estimativa de 2010 do IBGE)

Mulheres 1970 habitantes (Estimativa de 2010 do IBGE)

Urbana 1.778 habitantes (Estimativa de 2010 do IBGE)

Rural 2.342 habitantes (Estimativa de 2010 do IBGE)

Área: 332,74 Km²

Densidade: 12,36 habitantes por Km²

Altitude: média 685 metros

Topografia: Montanhosa

Clima: Seco e agradável

Vocação Turismo: Rural, Ecológico, Histórico-Cultural e de Aventura

IDH: 0,775

PIB: R$ 31.983

PIB per capita: R$ 7.552,01

Expectativa de vida: 72 anos

Mortalidade Infantil: 13 por mil

Taxa de fecundidade 2 filhos por mulher

Taxa de alfabetização 85,47%

 

História

 

Antes de se chamar Monteiro Lobato, o município teve quatro denominações: Freguesia das Estacas, Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Buquira, Vila das Palmeiras do Buquira e Vila do Buquira.

Na língua tupi, Buquira quer dizer Ribeirão dos Pássaros. O povoado de Buquira foi criado em território de Caçapava e Taubaté sob a invocação de Nossa Senhora do Bonsucesso.

Sob o aspecto eclesiástico, a povoação foi elevada à Freguesia e Distrito de Paz em 25 de abril de 1857, e incorporada ao município de Taubaté.

Buquira só ascendeu à condição de Vila em 26 de abril de 1880 e, depois, a de cidade, em 19 de dezembro de 1900, criada através de lei estadual.

Reduzida à condição de distrito em 1934, esta foi incorporada ao município de São José dos Campos, do qual finalmente se emancipou em 1948. Um ano depois ganhou o nome de Monteiro Lobato.

O nome é uma homenagem ao eminente escritor José Bento Monteiro Lobato que na fazenda do Buquira iniciou sua brilhante carreira literária escrevendo os admiráveis contos de Urupês. Mais tarde a fazenda do Buquira passou a se chamar Fazenda do Visconde e, depois, Sítio do Picapau Amarelo, que até hoje atrai grande número de turistas.

O aniversário de Monteiro Lobato é comemorado no dia 26 de abril.

 

Economia

 

A economia de Monteiro Lobato gira em torno da agropecuária, com pequenas culturas e pecuária, notadamente a leiteira; do comércio, representada por bares, restaurantes, lojas de armarinhos, depósitos de material de construção, farmácia, mercadinhos etc.; do turismo, que tem ganhado força nos últimos anos com opções para o turismo rural, em sítios e fazendas particulares. O artesanato e as festas populares também atraem bastante o turista e movimenta a economia da cidade.

 

Hidrografia

 

O rio Buquira é o principal rio de Monteiro Lobato e um dos principais afluentes do rio Paraíba do Sul. O rio Ferrão é afluente do rio Buquira e o ribeirão da Serrinha é o manancial que abastece a cidade. Também tem o rio do Turvo, ribeirão Santa Maria, ribeirão do Descoberto, ribeirão do Braço, ribeirão da Matinada, córrego Taquari entre outros que formam a rede de drenagem do município.

A rede de drenagem é formada por cachoeiras, cascatas, corredeiras e riachos.

 

Geografia

 

Monteiro Lobato tem uma área de 332,74 Km², pertence ao Domínio do Planalto do Médio Vale do Paraíba, nas altitudes de 700 a 900 metros e ao Domínio do Planalto e Serra da Mantiqueira nas altitudes superiores a 900 metros.

A topografia é acidentada e está situada entre terrenos escarpados e montanhosos da Serra da Mantiqueira. As maiores altitudes aparecem ao norte do município na divisa com Santo Antônio do Pinhal e na divisa com Minas Gerais. As menores altitudes estão associadas ao sul do município e as várzeas dos rios Ferrão e Buquira.

O Pico mais alto do município é o Pico do Trabiju, pode-se observar também a Serra da Pedra Branca que margeia o município e faz divisa com Caçapava e outras cidades do Vale. No Bairro do Souza também é possível observar alguns picos e mirantes que fazem divisa com o Queixo d´Anta (São Francisco Xavier ) e o sul de Minas Gerais.

Serras: Mantiqueira, Bocaina (São Benedito), Trabiju, Matinada, Pedra Branca, Palmital, Queixo D’Antas.

 

Clima

 

O clima é subtropical mesotérmico, de inverno seco e verão ameno (Cwb), com temperatura média de 21ºC e umidade relativa superior a 70%, que engloba as superfícies mais altas do sul de Minas Gerais, da serra do Espinhaço, da Serra do Mar e da Mantiqueira.

 

Temperatura e Precipitação

 

No município de Monteiro Lobato, os verões são chuvosos e os invernos secos, evidenciando o seu caráter subtropical. A temperatura média anual é de 20ºC. A temperatura máxima é de 34ºC e a mínima pode chegar a abaixo de zero.

A precipitação pluviométrica indica um total anual entre 1.750 e 2.000 mm. A média do mês mais chuvoso varia de 260 a 340 mm e a do mês menos chuvoso fica entre 20 e 50 mm.

A topografia local, caracterizada como Escarpa do Escudo Atlântico, favorece as precipitações, tendo em vista que atua no aumento da turbulência do ar, principalmente durante as passagens de correntes de ar, como as frentes polares. A área também fica a maior parte do ano, sob o domínio da massa tropical atlântica.

 

Fauna e Flora

 

A vegetação do município de Monteiro Lobato é abundante e rasteira. O clima local condiciona a presença da floresta subtropical perenifólia, com araucária, bem como a ocorrência de campos, “esses aspectos restringem a utilização agrícolas dos solos, sendo recomendado o incentivo à preservação ou plantio de florestas”.

A região de Monteiro Lobato faz parte dos domínios da Mata Atlântica, um dos biomas mais significativos em riqueza biológica do planeta. O município tem aproximadamente 32% de seu território coberto por floresta nativa e capoeira estando em 5º lugar no Vale do Paraíba, em porcentagem de vegetação por área total do município.

A região constitui o habitat de rica fauna formada por diversos animais como veado campeiro, lobo guará, onça parda, jaguatirica, ouriço, esquilo, paca, inclusive primatas como: bugio, macaco prego e sauá.

A região é rica em aves, desde grandes aves de rapina como gaviões até pequenos pássaros como beija-flores e as saíras, também pode se observar a gralha azul, o tucano, o inhambu, o jacu, a seriema, entre outras espécies.

Em relação aos anfíbios e répteis é possível encontrar uma grande diversidade de espécies características da Mata Atlântica.

 

Escritor Monteiro Lobato

 

José Bento Monteiro Lobato mudou-se com a mulher Purezinha e dos filhos Marta e Edgard, para a Fazenda Buquira, que herdara do pai, após a morte do avô, o Visconde de Tremembé, em 1911.

Na fazenda, trabalhou para torná-la rentável, desenvolvendo projetos para modernizar a agricultura e a pecuária. Plantou lavouras de milho, café e feijão.

Em 1914 a fazenda não ia bem e diante dos déficits viu logo que não tinha jeito para fazendeiro. Iniciou campanha contra as queimadas escrevendo artigos para o jornal O Estado de S. Paulo sob o título “A Velha Praga”. Referia-se às queimadas que arrasavam as matas de sua fazenda, personalizando Jeca Tatu como réu da prática incendiária que, para ele, era pior que a guerra.

“A Velha Praga” e depois “Urupês” tornaram Monteiro Lobato muito conhecido e discutido, pois Jeca Tatu, personagem do livro “A Velha Praga”, mexeu com o sentimento patriótico dos que apresentavam o índio e o caboclo brasileiro como grandes heróis de um progresso inexistente. E o nome de Jeca Tatu correu o mundo estigmatizado como o caboclo incendiário

Monteiro Lobato morou na Fazenda Buquira até 1917. Neste local nasceram outros dois filhos: Guilherme e Ruth. Foi no povoado de Buquira (hoje município de Monteiro Lobato que ele iniciou os contos de literatura infantil que em breve dariam seguimento as histórias do Sítio do Picapau Amarelo e aos personagens de Emília, Narizinho, Visconde, Tia Nastácia e Dona Benta.

 

Sítio Do Picapau Amarelo

 

Em Monteiro Lobato nasceu a história que encanta até hoje crianças e adultos, o Sítio do Picapau Amarelo, assim mesmo escrito juntinho “Picapau”. Foi na Fazenda Buquira que o autor escreveu grandes obras como “A Velha Praga”, “Urupês” e mais tarde a fabulosa história do Sítio, criando assim um universo de personagens infantis como a boneca “Emília” e o sabugo falante “Visconde de Sabugosa”.

 

O casarão foi construído no ano de 1880, possui dezoito cômodos compostos por bibliotecas e mobília do século passado. A atual proprietária, Maria Lúcia Ribeiro, abre as portas do local diariamente para o público. Há um mundo a descobrir, além da construção principal, a propriedade possui uma extensa área verde e uma cachoeira conhecida como o “Reino das Águas Claras”, batizada pelo próprio Lobato.

A fazenda antes se chamava “São José do Buquira” e serviu de inspiração para as primeiras cenas e capítulos do seriado do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, adaptações para TV. Os atores fizeram do local um laboratório para a primeira versão da novelinha da TV TUPI de São Paulo, em 1952.

O Sítio fica na Estrada do Livro, Km 8, sentido Caçapava. Visita por agendamento. Telefone: (12) 99711-3748

Site: www.overdadeirositiodopicapau.com.br

 

Área Cultural

 

Catira União Lobatense: Inspirado na cultura tropeira, o Grupo de Catira “União Lobatense” surgiu na década de 1930 pelos irmãos Francisco Rosa e Antônio Rosa. Na época, a dança era restrita aos homens, apresentada somente em batizados e casamentos. Em 1950, foi incorporada em procissões da igreja católica, que a fez popularizar entre jovens e mulheres.

A Catira é marcada por passos firmes e palmas sincronizadas, ritmo composto pelo som da viola caipira, entoado por dois violeiros. A dança é executada em duas fileiras, com integrantes de frente para o outro, formando pares. O chapéu é uma peça fundamental.

 

Festas Religiosas: A forte influência da igreja católica introduziu inúmeros hábitos e costumes entre a população lobatense. As festas religiosas representam o elo entre a fé e a cultura. Em todos os anos, desde 1920, a cidade realiza no mês de janeiro homenagens a São Sebastião. No mês de maio, Santa Rita de Cássia é venerada no bairro do Souza. A tradição da festa foi iniciada em 1932, logo depois da construção da capela em sua homenagem. Em setembro, ocorre a comemoração em torno da padroeira Nossa Senhora de Bonsucesso. A celebração que teve início em 1910 reúne os moradores na missa de coroação. Após a solenidade, os membros se reúnem no grande almoço festivo e no tradicional leilão de prendas vivas.

 

Pereirões: Os bonecos gigantes de Monteiro Lobato, conhecidos popularmente como Pereirões, alegram o carnaval na cidade. Com corpos de jacá, um cesto feito de bambu e cipó, possuem altura superior a três metros. A estrutura é carregada pelos foliões durante os dias de carnaval, onde realizam danças, giros e corridas com o público.

Os primeiros bonecos foram criados em 1935 em Buquira, no bloco “Caminhão do Neco”, atração liderada pelo artista local Tião Munheca. Tião Munheca foi um dos principais líderes do movimento, juntamente com Nelson Gomes. Durante anos a dupla zelou pela organização do grupo e preservação da tradição.

 

Lobatinho: Lobatinho é o nome do símbolo turístico e cultural do município de Monteiro Lobato, homenagem ao escritor José Bento Monteiro Lobato, patrono da cidade que é berço da literatura infantil brasileira.

O desenho, de autoria de Luis Rafael da Silva, foi apresentado à população durante o “I Festival de Literatura Infantil” no ano de 2010.

 

Festival de Literatura Infantil

 

O Festival de Literatura Infantil de Monteiro Lobato surgiu em 2010 como parte do projeto de preservação da memória do escritor José Bento Monteiro Lobato, com o objetivo de incentivar a leitura e formar novos leitores. A primeira edição do evento foi um marco na biografia do município, confirmando o potencial e influência que a literatura infantil mantém na história local. Nesta ocasião toda a comunidade e região, adultos, adolescentes e crianças, foram envolvidos em atividades como: contações de histórias, palestras, apresentações artísticas, além de exposição e distribuição de livros.

O Festival é realizado no segundo semestre de cada ano, entre setembro e novembro. É uma semana toda de muita literatura e cultura. Todas as atividades são gratuitas.

 

Esporte de Aventura

 

Monteiro Lobato começa a despontar para os esportes de aventura. Com muitas trilhas para passeios e caminhadas, muitas já são usadas para os atletas de corrida de montanha, no bairro do Souza. É o que o Campo Escola de Montanhismo oferece aos jovens que moram na região, um treinamento que busca conexão com a natureza, vivência de autoconhecimento e consciência ambiental. A escola que está aberta para interessados em praticar atividades na natureza, treina atletas para competir corrida de montanha no Brasil e no mundo!

Contato: Telefone: (12)997589959 (12)996067298

https://campoescolamontanhismo.wordpress.com/

 

Pontos Turísticos:

 

Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso: Igreja da cidade de Monteiro Lobato com mais de 150 anos de fundação. Criada sob a invocação de Nossa Senhora do Bonsucesso no ano de 1849, a Igreja é revestida de pinturas com traços barrocos e vitrais decorativos. As pinturas foram realizadas pelo artista Antônio Limones, que concluiu seu trabalho no ano de 1952. A Igreja está localizada na Rua Cônego Antônio Manzi, n° 110, no centro da cidade. Contato: (12) 3979-1129.

 

Paço Municipal: Conhecido por sua beleza arquitetônica, o Paço Municipal da cidade de Monteiro Lobato possui letreiros na cor dourada e janelas e portas em madeira maciça. O prédio foi construído no início do século XX. Manteve sua estrutura e arquitetura no decorrer dos anos. Abriga o poder municipal e uma galeria de fotos dos antigos administradores. O Paço está localizado na Praça Deputado Cunha Bueno, n° 180  Contato: (12) 3979-9000.

 

Gruta Nossa Senhora de Lourdes: A gruta, um monumento artificial inaugurado em 1° de novembro de 1959, é uma manifestação da devoção popular à Nossa Senhora de Lourdes. O Trabalho foi realizado pelo artista Francisco Ferreira Santeiro. O local é visitado por inúmeros devotos que acendem velas e também por pessoas que buscam a água pura que jorra de sua fonte continuamente. A Gruta Nossa Senhora de Lourdes está localiza na Rua Bernardino de Campos, no centro do município.

 

Capela de Santa Rita de Cássia: Capela em homenagem a Santa Rita de Cássia, padroeira do Bairro dos Souzas. A Capela é ponto de referencia para as saídas em direção às matas e cachoeiras ao norte do município. Sua construção é anterior ao ano de 1930. A festa da padroeira Santa Rita de Cássia ocorre todos os anos no mês de maio. O Bairro do Souza está localizado a 7 Km do centro urbano.

 

Capela de São Benedito: Capela em Homenagem ao padroeiro São Benedito. A Igreja foi construída no ano de 1930 por Cônego Antonio Manzi. Está localizado no Bairro São Benedito, a 11 km do centro da cidade. Seu altar é revestido com pinturas do sacramento.

 

Busto de Monteiro Lobato: Monumento em homenagem ao escritor José Bento Monteiro Lobato. Um busto está exposto na Praça Deputado A. S. Cunha Bueno, no centro da cidade. A peça foi criada pelo renomado escultor taubateano, Humberto de Oliveira e doado ao município em 1989. 

 

Instituto Pandavas

 

O Instituto Pandavas mantém uma escola de Ensino Fundamental com muita ênfase na Educação Ambiental. No local funciona a estação Ecológica Mantiqueira, um mostruário de práticas de reciclagem (oficina de papel reciclado, biodigestores) e de reaproveitamento de resíduos (tetrapak, pet). Além disso, o Instituto recebe regularmente escolas de São José dos Campos e da região para o Projeto Verdeperto, em que os alunos participam de atividades de Educação Ambiental durante todo o dia, percorrendo as trilhas desta reserva, tendo noções de cartografia, de problemas ambientais, da importância da mata ciliar e aprendem a reconhecer algumas espécies pioneiras.

Reserva a Biosfera da Mata Atlântica - Trata-se de um “selo” conferido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Em 2011, o Instituto Pandavas este reconhecimento pelo trabalho de Conservação Ambiental desenvolvido ao longo dos últimos 35 anos.

Fonte: Instituto Pandavas de Monteiro Lobato. Contato: (12) 3979-4157.

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